Ao regozijar de uma nova rua ou bairro pavimentado você já refletiu sobre a adequação do projeto às necessidades básicas de drenagem urbana para as águas das chuvas? O termo técnico é drenagem pluvial, mas esta linguagem serve para os técnicos especializados e engenheiros, para nós, seres comuns, é água das chuvas mesmo. Na hora de sofrer com os efeitos de inundações não nos valem as sofisticações e tecnicidades.
O bom senso determina que a impermeabilização do solo urbano seja precedida de cuidados para o escoamento da água que deixa de infiltrar durante as chuvas. Isso acontece quando construímos novos telhados, áreas de circulação privada, passeios públicos, praças e, como não poderia deixar de ser, quando asfaltamos as ruas. Asfaltar ruas é uma preferência nacional.
O conforto é inegável e é o que todos nós procuramos obter, mas não podemos nunca nos esquecer dos possíveis efeitos sobre outras áreas, aquelas localizadas mais abaixo das novas impermeabilizações.
Os prejuízos aos cofres públicos causados por inundações recaem sobre nossos bolsos. Para evitá-los temos que planejar como nossas cidades devem crescer. Cada cidade tem suas particularidades como declive dos solos, permeabilidade, comprimento de rampas, canalizações consolidadas entre outras.
É imprescindível que cada cidade tenha um Plano Diretor que contemple esta dimensão da vida urbana.
Reflita a respeito, converse com as autoridades locais, fiscalize as novas obras de pavimentação, certifique-se que que a drenagem está contemplada, junte-se aos seus vizinhos e discuta os destinos de sua cidade para torná-la melhor.
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