quinta-feira, 15 de maio de 2014

2016 ESTÁ LOGO ALI

Estamos às portas do debate eleitoral para o pleito de 2014. Os veículos de comunicação despejam ditatorialmente bobagens aos montes em nossos lares (TV), carros (rádio), computadores e telefones móveis, de tal forma que se não quisermos ver nem ouvir declarações unilaterais tendenciosas temos que desligar aqueles malfadados aparelhos.

Mais uma vez a comunicação de massa vai "tanger a boiada" e ajudar as elites dominantes a preservarem seus nichos de influência, poder e patrimônio.

Depois vamos esquecer tudo e conviver com as notícias sobre novos governantes federais e estaduais, majoritários e proporcionais. Conviver sim, pois não somos capazes de debater com aqueles atores quando a representação se dilui em territórios tão vastos, que até mesmo esquecemos a quem conferimos um mandato.

Quando eles se apresentam ao público o fazem até involuntariamente, nos noticiários "patético-políticos" ou mesmo policiais. As notícias boas (deles mesmos), que são muitas, não são sequer lembradas para chegar aos tais aparelhos invasores de nossas vidas.

Pois bem, 2016 vem logo depois, com as eleições mais importantes para cada brasileiro (mesmo não votantes), pois é no cenário de nossas cidades (e municípios) que tudo - literalmente tudo, acontece. Até mesmo a indispensável geração de tributos para manutenção do também indispensável aparelho do Estado, tem gestação na menor célula federativa brasileira, amparada no tripé terra, capital e trabalho.

Convido os leitores para refletir sobre a oportunidade de, desde já, apontar a mira para 2016 e empreender um grande debate (não eleitoral), engajando cidadãos, e não os candidatos, detentores de mandato, dirigentes partidários, classistas ou sindicais. Estes até devem participar, mas como pessoas físicas, despidos de sua delegada autoridade.

Aquelas jurídicas pessoas devem ser chamadas ao debate em outro nível, quando a ocasião suscitar.

A proposta é debater que cidades queremos para nós e nossos filhos (dica para as mães). A partir deste ponto teríamos um território povoado por cidadãos mais próximos da compreensão de um objetivo a exigir dos candidatos a mandatários para, aí sim, apresentarmos nossas plataformas aos candidatos.

Talvez possamos nós, o conjunto de cidadãos e não meros habitantes, sermos capazes de chamar os candidatos aos cargos municipais para o debate, e não sermos chamados ou "tangidos" novamente para, ao sabor das microondas, passar pelas porteiras das urnas sem saber onde e, em companhia de quem, pretendemos chegar.

Até lá, pois 2014 é passado. As cartas estão postas.