Acabamos de cumprir o “ciclo eleitoral” de 2014. Os veículos de comunicação continuam a despejar ditatorialmente bobagens aos montes em nossos lares (TV), carros (rádio), computadores e telefones móveis, de tal forma que se não quisermos ver nem ouvir declarações unilaterais tendenciosas temos que desligar aqueles malfadados aparelhos.
Mais uma vez a comunicação de massa tentou "tanger a boiada" e ajudar seus apoiadores a preservarem seus nichos de influência e poder.
É chegada a hora da mídia nos fazer esquecer tudo e conviver com as notícias sobre novos governantes federais e estaduais, majoritários e proporcionais. Conviver sim, pois não somos capazes de debater com aqueles atores quando a representação se dilui em territórios tão vastos, que até mesmo esquecemos a quem conferimos um mandato.
Quando eles se apresentam ao público o fazem até involuntariamente, nos noticiários políticos ou mesmo policiais. As notícias boas sobre eles mesmos, que são muitas, ressalte-se, não são sequer lembradas para chegar aos tais aparelhos invasores de nossas vidas.
Os motivos podem ser dois: Não interessa àqueles veículos de comunicação comprometer sua base de sustentação ($) e as massas não compram notícias boas (audiência).
Pois bem, 2016 está ali pertinho, dobrando a esquina, com as eleições mais importantes para cada brasileiro (mesmo não votantes). É no cenário de nossas cidades (e municípios) que tudo - literalmente tudo, acontece. Até mesmo a indispensável geração de tributos para manutenção do também indispensável aparelho do Estado, tem gestação na menor célula federativa brasileira, amparada no tripé terra, capital e trabalho.
A mídia vai tentar nos ofuscar com as Olimpíadas e as Paraolimpíadas de 2016 em plena campanha eleitoral, entre 5 e 21 de agosto e de 7 a 18 de setembro.
Convido os leitores para refletir sobre a oportunidade de, desde já, apontar a mira para as eleições municipais 2016 e empreender um grande debate (não eleitoral), engajando os cidadãos, e não os detentores de mandato, dirigentes partidários, classistas ou sindicais, enquanto tais. Estes até devem participar, mas como pessoas físicas, despidos de sua delegada autoridade.
Enquanto jurídicas pessoas eles devem ser chamados ao debate em outro nível, quando a ocasião suscitar.
A proposta é debater que cidades queremos para nós e para nossos filhos (dica para as mães). A partir deste ponto teríamos um território povoado por cidadãos mais próximos da compreensão de um objetivo a exigir dos candidatos a mandatários para, aí sim, apresentarmos nossas plataformas aos candidatos e não simplesmente ouvir as plataformas deles, na maioria das vezes desconectadas da realidade circundante.
Talvez possamos nós, o conjunto de cidadãos e não meros habitantes, sermos capazes de chamar os candidatos aos cargos municipais para o debate, e não sermos chamados ou "tangidos" novamente para passar pelas porteiras das urnas sem saber onde e, em companhia de quem, pretendemos chegar.
Até lá, pois 2014 é passado.
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